Eu não acho que você confia
Em meu, suicidio justo
Eu choro quando anjos merecem morrer!
Era a última vez. Havia feito uma promessa e não voltaria atrás… Este seria seu último pecado. Fechou os olhos por alguns segundos, procurando normalizar a respiração descompassada pelo nervosismo. Embora já houvesse repassado seu plano mentalmente mais de mil vezes, não era fácil manter a tranquilidade sabendo que ele estava prestes a chegar.
Ele. Seu inimigo, seu algoz… seu único amor. “Amar é para os fracos!” - recordava-se perfeitamente o tom de desdém com que ele repetia essa frase; Era irônico que agora, depois de tudo, ela aceitasse como verdadeira e definitiva essa lição. Sim, ele havia sido um excelente professor e essa noite testemunharia o quanto sua pequena aluna havia evoluído.
A tênue iluminação das velas que flutuavam ao redor da cama, não permitia uma visão completa do ambiente, mas destacava com perfeição o palco onde se desenrrolaria o espetáculo. O primeiro personagem já se encontrava preparado.
Em tuas mãos, eu entrego meu espírito!
Permita-me ao fim de tudo, encontrar a paz e o alívio…
Vestida de negro, não poderia parecer mais bela. A cada gesto demonstrava a firmeza e a determinação de uma mulher decidida a se tornar senhora do próprio destino, ao tempo que seu olhar denunciava uma imensa tristeza. Era um fardo muito pesado e já não podia suportar.
Durante o último ano, não viveu; Apenas se afundou cada vez mais em um mundo irreal e tenebroso. A busca da verdade acabou por resultar na pior das constatações: preferia a mentira. Estava de costas para a porta, mas pôde escutar perdeitamente o barulho do trinco se movendo.
Não ousou se mover enquanto ele descia os degraus vagarosamente, certamente observando o cenrário que ela havia criado especialmente para a ocasião. Um cama coberta por lençóis acetinados e rodiada por velas - a mensagem não poderia ser mais clara.
- Uau e nem é meu aniversário… - falou num tom recheado de sarcasmo como de costume, mas ela não se importou.
Desta vez não estava interessada em jogos de palavras ou discussões, já não desejava medir forças e nem provar nada para ninguém. Encarou os olhos azuis que há muito tempo povoavam seus sonhos, imaginando como tudo poderia ter sido diferente se ela apenas pudesse tê-lo feito sentir alguma coisa.
Involuntariamente, os olhos castanhos começaram a marejar e ela se viu obrigada a antecipar as coisas, lançando-se contra o corpo perfeito do rapaz e roubando-lhe um beijo ardente. “Melhor assim, nenhuma palavra e nenhum pesar” - consolou a si mesma, enquanto sentia as reações inconfundíveis do corpo masculino.
Sem interromper o beijo, Draco Malfoy decidiu que não se negaria a aproveitar aquela inesperada oferta. Conhecia aquela mulher suficientemente bem para saber que aquela era uma chance única. Pela primeira vez, ela o chamava e esse gesto por si só, já revelava muito mais do que ele sonhava descobrir.
- Pensei que não me quisesse… - ele provocou.
-Eu menti! - foi tudo o que ela conseguiu dizer antes de voltar a beijá-lo.
Entregue a paixão que a consumia, ela se entregou sem pudores ou preconceitos ao homem que amava e que a tinha destruído. Era a última vez, jurou novamente, enquanto repetia para si mesma que dessa vez iria até o fim.
Não podia se considerar igênua e nem inocente, ele havia lhe tirado inclusive isso… Mas cometeu um grave erro de julgamento, ao não ser capaz de reconhecer os rastros da dissimulação e da mentira bem diante de seus olhos. Enquanto suas roupas eram arrancadas com fúria, ela se preocupava apenas em beijar e tocar cada milímetro do homem que jamais seria seu. Vibrava ao senti-lo reagir diante do contato da sua boca, vibrava ao perceber que apesar de tudo era sim, capaz de enlouquecê-lo de prazer e vibrava ainda mais tomando ciência de que ele havia caído perfeitamente em sua armadilha.
Enquanto buscava se deleitar com cada parte do corpo daquela mulher, ele se esqueceu de todas as regras. Apenas ela existia; Seus beijos o envenenavam e o tornavam o mais submisso dos escravos, cujo único próposito era lhe dar prazer. Ver seu rosto se iluminar daquela forma era a razão pela qual ele havia sobrevivido a tudo, mas ela jamais poderia saber disso.
Não poderia se dar ao luxo de ter sentimentos por quem quer que fosse, nem mesmo por ela. No entanto, o prazer sempre faria parte do jogo e era a única possibilidade de quebrar as regras e desfrutar de alguma emoção. Pressionou o corpo dela com seu próprio peso e a sentiu reagir de imediato quando começou a tocá-la. Sabia exatamente o que ela desejava e por aquela noite, estava disposto a oferecer muito mais.
Ele a beijou como um louco, saboreando cada recanto de sua boca, enquanto a acariciava nos ombros, nas costas e nas nádegas.
Não bastava. Murmurando algo sem nexo, rolou a moça para debaixo dele. Maldisse as roupas que se interpunham entre ambos e pôs-se imediatamente a remover tais obstáculos. Desceu a mão por seu quadril e pela coxa esguia. Depois, subiu-a pela parte interna até alcançar-lhe a junção. Os dedos tremiam ao constatarem a excitação dela, que num convite silencioso arqueou o corpo fazendo-o estremecer.
Sabia que ela não aceitaria ser dominada e tão pouco ele estava disposto a ceder, no entanto, antes de tomar qualquer decisão, seu corpo já havia encontrado uma alternativa. Pensou que explodiria quando sentiu as mãos mornas e delicadas o tacarem de forma íntima. Escorregou o corpo e ficou de lado. Agora, estavam frente a frente, nenhum sob o outro, nenhum se rendendo.
Agitado, Draco levantou e pôs uma de suas pernas sobre a dela e, em seguida, procurou unir-se ao corpo que se encaixava ao seu com perfeição. Sentia-se pleno, um êxtase sublime se apoderava se seu corpo obrigando-o a cerrar os olhos brevemente.
Apenas um segundo. Ela o viu baixar a guarda por apenas um segundo e naquele instante soube que havia chegado o momento. Esticou a mão tocando o aço do punhal oculto sobre um dos travesseiros e num gesto rápido e mortal, golpeou a pele alva, tingindo-a imediatamente de escarlate.
Nem um som. Ele apenas a fitou com um olhar frio que logo se converteu numa expressão estranha de compreensão. Por fim, o último sorriso, carregado da ironia de quem admite que causou a própria derrota.
Ela vê os olhos azuis se tornarem espelhos opacos e entende que já não têm vida e somente então permite que uma lágrima solitária escape. Suas mãos agora estavam cobertas de sangue e em seu coração não havia qualquer remorso. Era o que queria e estava feito.
Tic-tac, tic-tac
Abriu os olhos castanhos num sobressalto. Ainda faltava uma hora para o sol nascer, mas ela não podia mais dormir. Molhou a face com água fria e encarou o espelho com resignação, já não era a mesma, mas recuperaria tudo o que havia perdido. Aqueles eram seus últimos dias de cativeiro, em sete dias Draco Malfoy estaria morto e ela poderia respirar novamente.
Aiihh quando vai atualizarr??? Você cortou um trechinho né?! hauahuahau + eu já tinha lido!! hauahauhau Um alívio!! Anciosa, muito anciosa pelo próximo cap.!! Beijoooss
=**
Olá Imogen!
Eu tava com saudades do seu site!
Fiquei muito assustada quando a alguns dias atrás tentei abri-lo e deu erro! Mas ainda bem que o site voltou, e está muito lindo! Parabéns!
Gostei muito dessa fic!
Tadinho do Draco…. =/(rsrs)
Bjos*