Posted by Imogen on 11 17th, 2008


XV - Prelúdio de Sangue

nquanto as horas passavam no acampamento, ficou muito claro que após tudo o que ocorreu durante a manhã, jazia encerrada qualquer cortesia em relação à Pansy Parkinson, que de hóspede tolerável, passou a suspeita perigosa e indesejável.

Harry se encarregou pessoalmente de interrogar a garota, forçando-a a revelar o que sabia. Claro, que tal façanha não ocorreu de uma hora para outra e nem de forma tranqüila. Pansy resistiu o quanto pôde e só cedeu depois de horas sem água e comida, sendo duramente pressionada e ameaçada pelas palavras do grifinório, que desde o início deixou muito claro que não estava brincando. A tática de Harry era vencê-la pelo medo que nutria dos comensais e em especial do próprio pai.

O grifinório se mostrou extremamente habilidoso; Certamente, quando tudo aquilo terminasse daria um bom auror. Já Rony, preferiu acompanhar tudo sem intervir nos atos do amigo. Restava-lhe apenas lamentar pelo momento em que decidiu acolher Pansy. Já anoitecia, quando finalmente Pansy, revelou a Harry seu mais valioso trunfo: a identidade da sétima horcruxe - o próprio Harry Potter.

Atordoado, Harry a teria feito repetir cem vezes para que acreditasse no que ouvira, mas não o fez. Aquela informação ficaria só para ele; Não colocaria esse novo peso nos ombros de seus amigos, que já haviam feito tanto por ele. Tenso e nervoso, o rapaz avisou que precisava tomar ar e encarregou Neville de vigiar a prisioneira.

Ao perceber que a noite chegava, Luna começou a estranhar a demora de Hermione. Haviam atendido o pedido da amiga e a deixaram sozinha cuidando de Draco, mas após tantas horas o silêncio começava incomodar.

-Malfoy já devia ter acordado… - disse Gina, que mesmo estando ciente da armação de Pansy, não havia conseguido inocentar Draco completamente em seus pensamentos.

-Sim, acho que ele já deve ter acordado e por isso mesmo esse silêncio está muito estranho. - concluiu Luna.

-Acham que devíamos ir até lá? - perguntou Lilá.

-Bom, Draco ainda não sabe o que se passou com Hermione, então acho que deveríamos garantir que ela está bem e esclarecer as coisas para ele, como já devíamos ter feito antes. - disse Luna.

-Tem razão! - concordou Gina.

As três garotas se levantaram e imediatamente se dirigiram para a barraca vizinha, encontrando um Draco Malfoy extremamente desnorteado.

Fazia apenas alguns minutos que havia despertado com uma imensa dor de cabeça. Ignorou o papel que trazia em sua mão, deixando-o esquecido na cama; Vestiu uma camisa e preparava-se para deixar a barraca quando percebeu um pequeno frasco com um bilhete: “Tome e irá se sentir melhor”. A visão daquela delicada caligrafia fez seu coração pular. “Como era possível?” - perguntava a si mesmo, enquanto bebia o líquido esverdeado.

O efeito da poção foi imediato. Em poucos segundos, sentia-se revigorado. Pensou em sair, quando se deu conta de um pergaminho sob a cama. Abriu imaginando encontrar a mesma caligrafia que o emocionava, mas o que viu era algo bem diferente.

“Hogwarts esconde a vergonha e o tesouro Ravenclaw e provavelmente a valiosa relíquia. Além disso, suspeita-se do réptil amigo do mal.”

Não conseguia imaginar a origem de tal mensagem, mas também não houve muito tempo para especulações, pois sua barraca foi invadida por três garotas muito decididas.

-Onde está Hermione, Malfoy? - perguntou Gina, deixando o loiro atônito.

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O coração de Hermione se encheu de alegria quando finalmente alcançou o diadema e o tomou em suas mãos. Agora iria destruí-lo. Apontou sua varinha e preparava-se para proferir o feitiço, quando foi interrompida.

-Não ouse fazer isso, menina! - disse Bellatrix adentrando o recinto com a varinha em punho.

-Você! - assustou-se Hermione.

- Entregue-me o diadema, sangue-ruim! - ordenou Bella se aproximando.

- Nunca farei isso! - desafiou a menina, provocando a ira da bruxa que não hesitou em lançar-lhe um feitiço.

- Sectumsempra! - bradou a comensal.

-Protego! - gritou a menina praticamente no mesmo momento, protegendo-se.

- Se acha mesmo muito esperta, não… Mas jamais será páreo pra mim! Você já foi destruída! Só permanece com vida, porque eu queria ter o prazer de ver sua cara após perder tudo! Foi exatamente como lhe disse que aconteceria, não é? - instigou Bella.

Mesmo que tomada pela dor, Hermione decidiu que não teria mais sentimentos, e não apenas ignorou a provocação como se concentrou procurando a uma maneira para cumprir seu objetivo: destruir a relíquia. Precisava pensar e agir rápido.

Apontou novamente a varinha em direção de Bellatrix, que lhe sorriu.

-Ora, menina! Você não teria coragem! - desdenhou, e Hermione começou a abaixar lentamente sua varinha, fazendo com que a comensal sorrisse ainda mais, mas num gesto rápido, Hermione a atacou:

-Estupefaça! - fazendo Bella vítima de sua própria arrogância ao ser atingida por um feitiço elementar.

A partir dali iniciou uma luta contra o relógio. Sabia que era mera questão de tempo até Bella se recuperasse ou chegassem dezenas de comensais. Tentou destruir o diadema com todos os feitiços que lhe vinham a mente, mas a peça parecia indestrutível. O nervosismo somente aumentava e ela já não conseguia raciocinar claramente.

De repente, viu que a comensal caída no chão começava a se mover e no momento de desespero lhe veio a lembrança do quadro de Dumbledore, onde ao lado do professor aparecia Fawkes, a belíssima fênix que ressurgia em meio as chamas e sem pensar em mais nada, apenas gritou: “Incendio!”; E assim a quinta horcruxe era destruída.

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-Do que está falando, Gina? - perguntou Draco confuso.

-Pra você é Weasley! - respondeu a ruiva ríspida.

-Pare com isso, Gina! Ele não teve culpa! - ralhou Lilá.

- Alguém quer me explicar o que está acontecendo aqui? - ralhou Draco.

Nos últimos dias, Draco havia se acostumado com a presença das garotas em volta de si. A convivência o fez perceber que apesar de meio maluquinhas, elas eram pessoas inteligentes e sensíveis, e que mereciam seu respeito. E agora vendo as expressões tão tensas em suas faces, o loiro já começou a imaginar que as notícias não seriam nada agradáveis.

Quando Luna começou a falar, ele imaginou estar delirando. Não era possível que Bella chegasse tão longe. Em sua mente ecoavam as palavras “atentado” e “morte”. Esmurrou a pequena mesa de madeira com força ferindo sua mão, enquanto seus olhos iam de encontro aos cacos da preciosa caixinha de vidro que continha os pensamentos que Hermione escolhera. Dor, frustração, mágoa… Sentiu-se culpado pelo sofrimento da garota e não foi capaz de ocultar as lágrimas.

Mesmo Gina, não pôde deixar de se comover. Era claro que ele amava Hermione sinceramente. E embora sentissem pena de vê-lo se culpar daquela maneira era necessário esclarecer tudo…

-Draco, sinto muito, mas ainda tem mais… - disse Lilá, alarmando o rapaz.

- Hermione chegou ao acampamento bem cedo e veio ver você…- começou Luna insegura diante da expressão confusa de Draco.

- Ela pensou que iria te fazer uma surpresa, mas quando chegou aqui, você e a nojenta da Parkinson dormiam abraçados e sem nenhuma roupa. - concluiu Gina.

- O quê? Do quê estão falando? Eu jamais… - explodiu o sonserino. - Isso não pode estar acontecendo!

- Calma, Draco. Sabemos que você não fez por querer! Todos sabem, inclusive Hermione. - apressou-se Luna.

-Como assim? - indagou Draco entre a loucura e o desespero.

- A Parkinson dopou você. Seja lá o que tenha acontecido na noite passada, não foi por vontade sua! - amenizou Lilá.

- Ela jamais irá me perdoar! Eu vou matar Pansy! Ela vai se arrepender do dia em que nasceu, eu juro! - descontrolou-se o rapaz passando as mãos freneticamente pelo rosto e pelos cabelos.

-Por mim, pode matar aquela cobra sim! Mas agora temos que encontrar Hermione! - disse Gina.

Neste momento, Draco procurou pensar com frieza e lembrou-se dos dois bilhetes. Agora tudo estava claro: Hermione foi para Hogwarts tentar encontrar o diadema. E embora seu ódio por Pansy e Bella o fizesse clamar por vingança, isso teria que esperar. Hermione corria perigo e não havia tempo a perder, precisavam partir imediatamente.

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Somente quando viu a relíquia se desintegrar em meio às chamas, Hermione pensou em deixar a sala, mas já não era tão fácil. As chamas já haviam tomado conta do local e a fumaça a impedia de encontrar a saída, mas antes de começar a perder os sentidos, viu a porta surgir em sua frente. Deixou o recinto fraca, após ter inalado uma boa quantidade de fumaça; Por um momento, imaginou que tinha se livrado de Bella, mas logo ouviu um barulho que denunciava sua presença e rapidamente conseguiu se esconder.

- Sua imunda! Vai se arrepender de ter nascido! - berrava a bruxa com parte da pele dos braços e pernas queimados, enquanto caminhava em direção a um grupo de comensais. - Encontrem-na! Agora!

Hermione sentiu-se tomada pelo desespero. Havia comensais por toda parte. Seria impossível sair dali com vida. Decidiu que esperaria o quanto pudesse e consolou-se com a idéia de que havia conseguido aproximar Harry e a Ordem de seu objetivo, destruindo a quinta relíquia. Fechou os olhos tentando manter a calma e pensar, quando identificou uma voz bastante conhecida.

- As ordens foram expressas. Agora que perdemos o diadema, esperemos Potter. - dizia Severo Snape com sua habitual voz arrastada.

Por alguns momentos, Hermione não sabia o que pensar e sentiu todo o corpo gelar quando viu o segundo comensal partir em passos largos e Snape caminhar até seu esconderijo, segurando-a pelo braço. Naquele momento, imaginou que tudo havia terminado para ela, mas foi surpreendida pelo professor.

- Vá para as masmorras. Siga por este túnel.  - ordenou Snape, sendo prontamente obedecido.

Hermione correu o mais rápido que podia e só parou quando se deparou com a entrada de uma câmara subterrânea. -”Lumus” - disse a garota iluminando parcialmente a escuridão do ambiente e tendo uma grata surpresa: ali se encontrava todos os membros da Ordem de Fênix em condições de lutar.

Durante alguns segundos, se sentiu novamente segura ao lado de Tonks e Narcisa. O restante da família Weasley também estava lá, com exceção de Arthur, que havia sido ferido e juntamente co Lupin, permanecia internado no St. Mungus.

- Hermione! Graças a Merlim! - disse Minerva abraçando a garota emocionada. - Agora venha, querida! Preciso lhe explicar nosso plano!

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Aparatar em Hogwats era impossível, mas precisavam chegar lá imediatamente. Draco já estava tomado pelo desespero em pensar em Hermione sozinha e completamente a mercê de Bellatrix, quando uma coruja cinzenta rasgou os céus e entregou a Harry uma mensagem de Minerva McGonagall, contendo uma chave de portal. Finalmente tudo se encaixava! Era chegada a hora de enfrentar o destino.

Rapidamente recolheram o que julgavam necessitar e acionaram a chave chegando a cabana de Hagrid, onde o bondoso gigante já os esperava em companhia de suas amáveis feras.

Num primeiro momento, Hagrid se surpreendeu ao perceber a presença de uma prisioneira entre o grupo. Antes de qualquer coisa, era necessário decidir o destino de Pansy Parkinson. Seguramente não poderiam lutar e vigiá-la ao mesmo tempo.

Lilá sugeriu que a trancassem em algum lugar e deixassem alguém de vigia. Mas aquela não era uma boa idéia, pois precisavam de todos que fossem capaz de lutar. Então, Hagrid sugeriu deixá-la sob a guarda de Fofo. Certamente ele não permitiria que a garota causasse mal algum. Superada a questão, agora, bastava executar o plano.

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Cansada, Hermione sentou-se em um canto aguardando a chegada dos amigos e o sinal de Snape. Para que tivessem sucesso, cada ato precisava ser milimetricamente premeditado, a mínima falha poderia colocar tudo a perder.

Voldemort e seu exército se preparavam para surpreender Harry e destruí-lo. A Ordem estava em menor número e tudo o que tinha a seu favor era o efeito surpresa. Segundo Tonks, Harry e os outros chegariam a qualquer minuto na cabana de Hagrid, que os guiaria até as masmorras e assim se iniciaria a emboscada.

A ansiedade tomava conta de todos. De repente o olhar de Hermione se cruzou com o de Narcisa e despertou péssimas lembranças: “Draco me ama! Sempre me amou! Ele jamais me trocaria por uma sangue-ruim nojenta como você! O quê pensou? Que casaria com alguém inferior? E que gostaria de ter filhos mestiços?”.

Por mais que Narcisa se esforçasse para tratá-la bem, Hermione sabia que seria muito difícil para uma mulher como ela se libertar das convenções que sempre fizeram parte de seu mundo. De algum modo as palavras de Pansy tinham sentido… De repente, um grande estrondo a despertou de seus devaneios. Algo saiu errado e a batalha se iniciava prematuramente.

Após deixarem a cabana, o grupo seguia incógnito pelos subterrâneos do castelo, mas acabaram sendo surpreendidos por comensais. Numa tentativa de manter a estratégia, os rapazes tomaram a frente da situação, liberando o caminho para as garotas alcançarem o restante do grupo e tomando para si a responsabilidade de enfrentar aquele grupo de comensais.

A coragem e a determinação dos rapazes permitiu que aquele primeiro desafio fosse superado, mas como conseqüência, restou impossível seguir o plano, pois parte da galeria havia desabado em virtude dos violentos feitiços trocados, obrigando o pequeno grupo a retornar pelo mesmo caminho por onde veio, alcançando os jardins do castelo, onde já eram esperados.

Ao ver a filha entrar correndo pelo túnel, Molly Weasley não conseguiu conter a emoção e precipitou-se em direção da garota. Jamais pensou em ver sua garotinha envolvida em uma batalha cruel como a que acabara de se iniciar e não conteve as lágrimas.

- Não chore, mãe! Precisamos de todas as forças para lutar! - disse a jovem ruiva determinada, enquanto Lilá narrava os últimos acontecimentos para os demais.

- Não temos opção! Nossa estratégia foi destruída! - lamentou Minerva.

- Precisamos ser fortes! Temos que subir imediatamente e ajudar os garotos! - concluiu Tonks, enquanto dividia o grupo com a intenção de aumentar as possibilidades.

- Fred e Jorge, vocês conhecem bem as passagens do castelo. Tentem alcançar o grande salão e aguardem meu sinal… - Assim, o grupo foi posicionado estrategicamente, mas ainda havia um grave problema a ser solucionado: por mais que conseguissem vencer os comensais, não poderiam derrotar Voldemort, não sem destruir as duas relíquias que ainda restavam.

Ciente disso, Hermione, lembrou-se do bilhete e reuniu as amigas, contando-lhes sobre o bilhete de Eve e suas suspeitas. Nagini precisava ser destruída e seria esta sua próxima missão. Quando a castanha se afastou para seguir os comandos de Tonks, Gina deteve Luna e Lilá por alguns segundos a mais e não pôde deixar de observar:

- Luna! Lilá! Vocês realmente ouviram isso? Eu estou delirando ou Hermione está tentando se matar? - questionou a garota indignada.

-Gi, ela está passando por momentos difíceis! - tentou amenizar Lilá.

- Ela está louca, isso sim! - protestou a ruiva.

-Melhor ficarmos de olho… - concluiu Luna, apressando as amigas. Não podiam ficar para trás.

De acordo com as previsões de Tonks e Minerva, a única opção dos rapazes teria sido alcançar os jardins. Com sorte, teriam conseguido se esconder e planejar outro meio para entrar no castelo; Mas diante da dúvida, não podiam arriscar.

A escuridão da noite ajudava o disfarce, mas o movimento no jardim denunciava que já não era possível que permanecessem escondidos. Harry e os outros duelavam ao limite de suas forças contra um grupo de encapuzados negros.

Tonks foi a primeira a chegar ao local e a interferir na situação. Logo em seguida, chegam Molly, Gina e Luna. Mas se um lado era favorecido com a ajuda, o outro também acionava seus reforços:

- Morsmordre! - gritou um dos comensais, conjurando a marca negra. Agora todos os comensais sabiam da presença da Ordem.

A madrugada se seguiu exigindo superação e habilidades a toda prova. Ali prevalescia o melhor e mais forte. A dor devia ser ignorada, assim como o medo e qualquer traço de hesitação. A luta era ferrenha e ambos os lados começavam a demosntrar sinais de cansaço.

Dentre todos que se arriscavam duelando no campo de batalha, duas ausências preocupavam e intrigavam; Draco procurava desesperadamente Hermione, ao mesmo tempo que ansiava pelo momento de ajustar contas com Bella. “Sim, ela vai pagar por tudo que fez a ele, a seu pai e a Hermione” - pensava o loiro, enquanto derrotava mais um comensal.

Independente do que viesse a acontecer, Hermione tinha uma certeza: precisava destruir todas as horcruxes. Por isso, afastou-se do campo de batalha e esgueirou-se por todo o castelo, buscando  o réptil que continha parte da vida de seu inimigo.

Sabia que Voldemort jamais se separaria do animal e que certamente, deveria estar apreciando de camarote seu exécito negro massacrando a Ordem, o que lhe significava pouco tempo. Distraída com os pensamentos, acabou esbarrando em alguém em meio a escuridão. Naquele momento seu coração, quase parou de bater devido ao susto, mas para o seu alívio, conseguiu identificar uma voz conhecida.

- Hermione! O que está fazendo aqui sozinha? È muito perigoso, venha comigo… - disse Neville puxando a garota.

- Não! Preciso seguir! Temos que destruir as horcruxes! - protestou a menina.

- Do que está falando, Mione? Ao que eu saiba não há nenhuma outra horcruxe aqui… - respondeu o rapaz insistindo em levá-la dali.

- Tem sim! A sexta horcruxe é aquele animal nojento que vive ao lado de Voldemort e temos que matá-lo, do contrário, Harry não terá nenhuma chance! - disse a garota convencendo o grifinório.

Para Neville, naquele momento, seria impensável permitir que Hermione seguisse sozinha, e por isso, escolheu acompanhá-la. Andaram várias horas pelo castelo e numa tentativa de se esconder de um grupo de comensais que se aproximava, acabaram por parar no antigo escritório de Dumbledore, onde tiveram uma grande surpresa.

Severo Snape preparava-se para entregar sua vida, assim como seu amigo Alvo Dumbledore fizera tempos antes; E para garantir a vitória a Harry, deixava-lhe como legado suas memórias. Com aquele pequeno frasco, ainda que Voldemort o matasse, Harry teria uma chance.

Quando percebeu a presença dos dois jovens grifinórios, Snape imaginou que o velho amigo que lhe sorria no retrato da parede, conspirava a seu favor. Sem muitas explicações, Snape entregou o frasco a Hermione e ordenou que a garota o entregasse a Harry o quanto antes e a Neville entregou uma pesada espada, que se encontrava oculta na sala.

- Mas esta é apenas uma réplica da espada Gryffindor! - questionou Hermione.

- Finalmente posso dizer que está errada senhorita Granger! Esta não é apenas uma réplica, assim como algumas histórias infantis não são apenas histórias.  - falou o homem com certa ironia, antes de obrigar os dois a partir.

Ainda que não compreendessem a atitude do porfessor, Hermione e Neville, deixaram o escritório e continuaram suas buscas; Antes de deixar o castelo precisavam encontrar e destruir Nagine.

As horas passavam e as resistências caíam; O experiente Alastor Moody encontrou seu fim em um ataque a traição, onde fora atingido pelas costas com um avada kedrava. Tonks com lágrimas nos olhos vingou morte do mentor e amigo, jurando-lhe que iriam vencer a qualquer preço.

Os primeiros raios de sol revelavam um cenário de dor e distruição, onde antes se via toda a beleza e imponência do castelo de Hogwarts. Era muito difícil acreditar, mas tudo aquilo era real. Rony estava ferido, mas ainda assim lutava e tentava ajudar Harry a se defender. Ele  era o alvo principal e todos sabiam disso.

Do alto da torre norte, um espectro negro  ladeado por uma mulher e uma serpente, observava tudo como impaciência.

- Bando de inuteis! Por que não matam aquele moleque de uma vez! - berrava Voldemort. - Estou cercado de incompetentes!

- Um pouco mais de paciência, Milord - pedia Bella.

-Paciência? Paciência! Será que não entende que o único capaz de impedir meu completo triunfo está lá em baixo e por algum motivo que desconheço permaneçe vivo! - disse-lhe raivoso. - Diga-me Bella, onde estava quando Potter chegou? E porque ele ainda não está morto? O que viemos fazer aqui? Não tenho o diadema, não tenho a varinha mestra que me dará poderes infinitos e não tenho Potter!

- Eu cuidarei disso pessoalmente, Milord! - disse submissa.

- Agora! - berrou o bruxo, fazendo com que a mulher se retirasse trêmula.

Bella aparatou próximo ao lago, intencionando se aproximar de Harry e matá-lo o mais rápido possível. Encapuzada como os demais, não seria facilmente reconhecida, exceto talvez por uma pessoa.

-Então apareceste! Sua víbora! - disse Narcisa Malfoy reconhecendo aquela que tinha seu sangue.

- Ciça! Saia daqui! Volte para suas jóias e pratarias! - desdenhou Bellatrix.

- Ao contrário do que me julga, não sou tão vazia! - respondeu Narcisa apontando a varinha para a comensal.

- O que pensa em fazer? - disse Bella as gargalhadas.

- Expelliarmus! - gritou Narcisa.

-Protego! - revidou a comensal anulando o feitiço da irmã. - Não seja ridícula, sabe que jamais poderá me vencer! - dizia a comensal quando sentiu suas costas serem esfaqueadas e o sangue correr.

Ao virar-se, Bella se deparou com olhos azuis que queimavam em fúria. Jamais em toda sua vida, Draco Malfoy odiara tanto uma pessoa.

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Era inúltil, jamais conseguiriam encontrar Voldemort e seu réptil. A idéia se debatia na mente de Hermione, que já perdia suas forças. O sol intenso castigava a todos e a esperança se esvaía, quando ao passar por uma sala abadonada, constatou-se algum movimento.

Imaginando, tratar-se de comensais, Neville puxou a amiga, colocando-a atrás de si, numa postura defensiva. Mas quando a velha lareira entrou em atividade, dela  começaram a chegar bruxos que embora desconhecidos, não traziam em si a marca negra e dentre eles, uma presença causou alívio e conforto: Remo Lupin estava de volta.

-Professor! - gritou a menina.

-Hermione! Neville! Trouxe reforços! - anunciou Lupin. - Onde está Harry?

- Nos jardins. - respondeu Hermione.

-Então vamos! Não há tempo a perder! - concovou Lupin, fazendo com que Hermione hesitasse.

- Mione, vá com o pofessor Lupin e os outros! Você precisa entregar o frasco para Harry antes que seja tarde demais.

- Mas e quanto a horcruxe? - hesitou a moça.

- Eu seguirei procurando! - afirmou Neville tentando parecer seguro, embora em seu íntimo estivesse com muito medo.

-Eu e Doug iremos com o rapaz - ofereceu-se uma bruxa, que Hermione logo identificou como Eve Sinclair. - Vá menina, seu destino a aguarda!

Hermione não compreendeu, mas não conseguia contrariar Eve. Era como se aquela senhora soubesse coisas sobre sua vida, que ela mesmo desconhecia e por isso obedeceu.

Precisava chegar até Harry e entregar a ele o frasco que Snape lhe confiou. Enquanto cruzavam os corredores do castelo, Lupin e seus soldados procuravam neutralizar todos os comensais que encontravam pela frente utilizando-se de feitiços como “glacios”, “incarcerous” e “petrificus totalus”, o que resultou em um certo equilíbrio em relação aos dois lados.

Com tantos obstáculos e paradas, o grupo acabou demorando mais tempo do que o previsto para alcançar os jardins. Aquela altura, haviam muitos mortos e feridos e era necessária muita coragem para continuar. Ao ver Harry sendo atacado por vários comensais, Lupin precipitou-se em sua direção, mas acabou sendo detido por Hermione que fixava outro duelo.

- Proteja Harry, professor! - disse a menina entregando a Lupin o frasco. - Isso o ajudará!

- Hermione! - chamou Lupin, mas a garota caminhava decidida e já não o ouvia.

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A audição canina não se compara com a humana e diante de toda aquela movimentação Fofo, não poderia estar mais inquieto. A cada novo estrondo o animal serguia a cabeça e se mantinha em sinal de alerta, ao mesmo tempo que permancia atento a sua missão.

A cada passo de Pansy, o cachorro se colocava a sua frente, impedindo a garota de continuar. Era uma cena até certo ponto engraçada de se ver. Sempre que a morena praguejava, ou xingava o cão, Fofo reagia com um belo rosnado.

Sentada no chão, a sonserina já havia desistido da idéia de fugir, quando um novo estrondo, dessa vez mais forte que os outros, fez tremer a estrutura da pequena cabana.

Após receber um forte golpe, Hagrid estava ferido e acabara por asssobiar solicitando a ajuda seu fiel amigo, que não hesitou em atendê-lo. Era a chance de Pansy.

Deixou a cabana, imaginando que poderia fugir sem ser vista, mas  a batalha se estendia por toda a área externa de Hogwarts. Sem escolha, escondeu-se atrás de um arbusto e tentou procurar alguém que pudesse lhe socorrer. O longe avistou Bella e Narcisa discutindo e procurou se aproximar. Mas essa não era uma tarefa fácil diante de tantos comensais.

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Narcisa senitiu um misto de alívio e terror quando viu o filho se colocar entre ela e Bellatrix. Sabia que a irmã não hesitaria em destruir o sobrinho, depois de tudo. Por outro lado, mesmo com todo o sofrimento que ela havia lhe causado, a senhora Malfoy sabia que jamais conseguira matar a pórpria irmã.

Ao ver o sobrinho lançar-lhe um olhar tão severo e repleto de ódio, Bellatrix exultou de alegria. Agora ele estava pronto. Pronto para assumir seu lugar ao lado de Voldemort, mas principalmente, ao lado dela própria. No entanto, Draco tinha outros planos.

- Sectumsempra! - gritou o loiro novamente, fazendo com que a tia caísse de joelhos.

-Ora, seu fedelho! Como ousa! - disse a comensal antes de atacá-lo com um “rictusempra”, fazendo com que Draco levasse a mão ao abdômen dolorido.

- Não brinque comigo, querido! Já é hora de retornar ao seu lugar! - ordenou Bella.

-Jamais voltarei para o teu lado! - disse Draco, cuspindo as palavras.

- Incarcerous! - bradou o loiro!

- Protego! - defendeu-se a bruxa.

- Rictusempra! - gritou uma jovem de cabelos castanhos que acabara de se aproximar, fazendo com que Bella tombasse.

- Hermione? - disse Draco correndo para a garota.

- Afaste-se. Esse duelo é meu! - ordenou a garota sem tirar os olhos de Bellatrix.

- Ora, ora… Então a sangue-ruim também quer brincar! Fique a vontade querida! - Crucio!

A maldição teria atingido Hermione em cheio, se Draco não a tivesse protegido. Novamente, ele recebia o feitiço em seu lugar, diante do olhar apavorado de Narcisa.

- Ora sua vaca! - berrou Narcisa preparando-se para atacar a irmã.

- Estupefaça - gritou Bella atingindo Narcisa.

O ódio de Hermione apenas aumentava e a fazia gelada suficiente para ignorar Draco caído no chão e surpeender Bellatrix com seu ataque: - Incarcerous! - gritou a jovem fazendo com que a comensal fosse imobilizada por cordas mágicas.

Draco, ainda tomado pela dor movia-se com muita dificuldade. Percebendo que o rapaz desejava se levantar, Hermione foi até ele e o ajudou. Permaneceram abraçados por alguns segundos. Lágrimas rolavam dos olhos da garota, ao lembrar-se dos acontecimentos recentes. Adivinhando o que se passava em sua mente, Draco preparou-se para confortá-la e finalmente dizer o quanto a amava, mas não houve chance.

- Você não vai roubá-lo de mim, sua imunda! - gritou Bella descontrolada.

-Cale-se! - ordenou Draco.

-Pode não voltar para o meu lado, mas também não ficará com ela! - gritou a mulher.

Em segundos, o olhar de Bela se transformou. “ela está fazendo algo! Um feitiço não verbal!” - pensou a castanha em pânico. Como não sentia nada, procurou em Draco algum sinal de tortura, mas o loiro também não apresentava nada. Automaticamente, Bella começou a sorrir:

- Você nem sequer existe sangue-ruim! Perdeu tudo! Nem sequer existe! - provocava a comensal.

Por mais que tentasse se controlar, Hermione não conseguiu conter as lágrimas. A pressão era intensa demais. Ao seu lado, Draco começou a sentir-se tonto, sabia que havia sido atingido por algo e num último esforço, disparou um feixe de luz verde, selando por completo o destino da tia. Era o fim de Bellatrix e o início de uma nova agonia para Hermione, que assistiu o loiro perder os sentidos e cair no gramado.

- Draco! Draco! - gritava a menina desesperada.

Abraçou o corpo inerte do rapaz e aliviada, percebeu que ele permanecia respirando. Havia apenas desmaiado. Hermione, levantou a cabeça e percebeu que nuvens cinzentas se aproximavam. O tempo corria voraz e precisavam agir.

- Eu amo você! E vou cumprir minha promessa… Você terá uma nova chance, irá reconstruir sua vida e mostrar a esse mundo todo o homem bom e de valor por quem eu me apaixonei… - falou a castanha emocionada, antes de partir para o lado de Harry.

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No castelo, Neville soube que não poderia encontrar Voldemort e seu animal de estimação. Perdido e cansando, quis desistir, mas Eve não permitiu. “Cada um de nós recebe uma missão que obedece o limite de nossas forças; Se você recebeu essa obrigação é porque pode cumpri-la” - disse-lhe a mulher.

-Falhamos em encontrar o animal agora, mas estaremos prontos para agir assim que ele surgir diante de Potter! - afirmou Doug.

Assim, o pequeno grupo rumou decidido em direção aos jardins, sabendo que era mera questão de tempo, até que o próprio Voldemort decidisse tentar matar Harry.

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Ao ver Hermione se afastar, Pansy correu em direção a Draco e constatou que o loiro ainda tinha vida, depois disso, voltou toda a sua atenção para Narcisa. Sabia que Draco jamais a aceitaria depois de tudo que aprontou, mas tinha plena consciência da chance que tinha em suas mãos: bastava que Narcisa acreditasse que ela havia salvado a vida dela e de seu filho e jamais poderia ser desprezada novamente. E assim iniciou-se uma nova encenação protagonizada por Pansy Parkinson.

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Somente ao ter acesso as lembranças de Snape, Harry foi capaz de compreender tudo o que se passara até aquele momento. Agora tudo fazia sentido, o treinamento, o testamento de Dumbledore e a revelação de Pansy. Se o destino era escrito em linhas tortas, era hora de criar mais um declive.

Agiria sozinho e estaria pronto quando ele viesse procurá-lo. Aproveitou a cobertura dos amigos e com o pomo de ouro que lhe foi deixado por Dumbledore nas mãos, concentrou-se o mais que podia, descobrindo finalmente a resposta para o maior enigma de todos: “Abro no fecho” dizia o pomo. O fecho seria a sua morte. Assim, aproximou o pomo da boca e falou: “Estou prestes a morrer” e encontrou a pedra da ressureição.

Conforme o previsto, após tomar ciência da morte de sua principal aliada e de uma enorme baixa em suas forças, Voldemort decidiu tomar a frente da situação e encoberto pela noite que se iniciava, foi ao encontro de seu maior inimigo.

Na espreita, Neville esperava pela aparição do lorde negro e seu animal a várias horas e quando finalmente os viu diante de si, sentiu seu corpo e sua mente serem tomada pela hesitação. Onde estava sua coragem? - perguntou-se o rapaz olhando o brilho dos rubis que adornavam a espada Gryffindor.

Levantou a vista novamente deparando-se com sangue que tingia o gramado e lamentou pelos amigos mortos, no entanto só conseguiu agir após ver outra amiga em perigo.

Lilá Brown ouviu perfeitamente quando Hermione falou que a serpente precisava ser destruida. Durante todo aquele tempo em batalha, a jovem permanecia desconsolada com a idéia de que mais atrapalhara do que efetivamente ajudara os amigos. A verdade é que duelos nunca foram seu forte e por isso acabou precisando de proteção. “Não devia estar aqui! Foi tudo minha culpa!” - pensou a menina, quando Fred Weasley foi atingido numa tentativa de defendê-la. Mas agora, havia uma oportunidade.

Vodemort desafiava Harry e o animal ficou exposto. Lilá acreditou que poderia matá-lo e assim ajudar seus amigos, mas antes que conseguisse proferir o feitiço, o animal pareceu triplicar de tammanho e preparou-se para dar-lhe um bote, deixando a grifinória paralizada. Diante dessa cena, Neville não hesitou. Gopeou o réptil de forma precisa, decaptando-lhe e enfurecendo ainda mais a seu mestre.

Era a deixa que Harry precisava. Foi, então, a encontro de Voldemort, e se deixou ser morto. A dor da derrota e da perda eram indescritíveis para os membros da Ordem de Fênix. Não era apenas mais uma vida perdida, era toda a esperança do mundo bruxo que se esvaia com aquele jovem.

O que não se sabia até então era que, emborase se julgasse vitorioso, tudo o que Vodemort conseguiu foi destruir o pedaço de sua alma que vivia dentro de Harry, extinguindo a última horcruxe, além de obter a posse de uma varinha que não obedeceria a seu comando.

Levado ao castelo como um herói por seus amigos, Harry finalmente pôde revelar seu plano. Era de fato espantoso. Custava a todos acreditar no que havia se passado, mas Harry alertava ao grupo: ainda não havia terminado.

Um novo e definitivo confronto era necessário e agora sim, apenas um poderia sobreviver. A ira de Voldemort ao constatar que Herry Potter sobrevivera novamente era tamanha que nada mais enxergava o bruxo. Em sua mente, um único comando: Matar.

Nem por um segundo imaginou estar vunerável como qualquer ser humano e do alto de sua arrogância e soberba veio o primeiro golpe para a sua queda. Apenas um feitiço. Avada Kedavra. Uma maldição que sempre cuminava com a morte do adversário. Uma tentativa de defesa. Simples, elementar. Expelliarmus.

O previsível cede a surpresa e o resultado se revela na destruição do Lord Negro. O feitiço vira contra o feiticeiro e no momento em que se encontram as forças, o reflexo que fere a face destroí a alma, agora plenamente mortal de Voldemort. È o fim.

A chuva caía espessa e trazia o sinal de novos tempos. Aos poicos todas as resistências foram derrotadas e a maior batalha da história do mundo bruxo alcançava seu fim pelas mãos de um garoto que com sua imensa coragem e determinação havia triunfado sobre o mal. Harry Potter havia de fato se tornado imortal.

Lágrimas, abraços… para alguns o recomeço e o alívio, para outros o cárcere em definitivo e para Hermione Jane Granger era o momento de renascer para uma nova vida.

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Quando despertou, Hermione demorou alguns segundos para entender onde estava. A sua frente uma enfermeira lhe sorria caridosa. Mas ela mesma não já não sentia nada. Certamente dormira por vários dias.

Lembrava-se de muito pouco após a derrota de Voldemort. Apenas de sentir seu coração falhar e perder os sentidos antes de conseguir chegar até o local onde deixara Draco. Aos poucos a enfermeira percebeu sua angústia e procurou tranquilizá-la:

- Não precisa se preocupar com nada. Tudo está bem e agora você deve pensar no seu bebê e guardar todas as suas forças para ele. - disse a mulher com voz mansa, alarmando completamente a garota.

- Bebê? Do que está falando? Eu não posso… - começou a grifinória mais não pôde continuar. Eram muitos os sinais; “Como podia não ter percebido?” - questionava a si mesma, julgando-se a maior ignorante da face da Terra.

- Então você realmente não sabia… Eu imaginei. Essa seria a única explicação para que estivesse naquele campo de batalha nesse estado. - falou a enfermeira.

- Alguém mais sabe? Eu não gostaria que… Antes devo falar com uma pessoa. - disse a menina nervosa.

- Ora, acalme-se! Tanta agitação não lhes fará bem. Somente eu e o medibruxo que a atendeu sabemos e não revelaremos a ninguém, se for o seu desejo…

-A senhora sabe me informar quanto tempo ficarei aqui? - perguntou tensa.

-Creio que deva permanecer em observação por algusn dias, para que tenhamos certeza que a criança não corre nenhum risco. Agora descanse! Preciso ver outros pacientes. - falou a enfermeira se retirando.

“Um filho! Eu vou ter um filho…” - Hermione tentava se acostumar com a idéia, ao mesmo tempo que tentava imaginar a reação de Draco. O amava era certo, mas e quanto a ele? E se Pansy tivesse razão quando disse que ele jamais iria querer um filho mestiço? Mas não queria se fixar nessas idéias. De repente deu-se conta que poderia novamente ter uma família. Um filho seu e de Draco significaria o início de uma nova vida para todos eles.

O dia inteiro se passou e Hermione estava cada vez mais ansiosa para sair daquela cama e dar a notícia para Draco. Tinha muitas esperanças de que ele ficaria feliz  e fazia planos imaginando os dias de paz que finalmente viriam. Mas ao final da tarde, uma visita lhe colocou novamente na realidade, que em nada lembrava a felicidade de seus sonhos.

O alívio de saber que Harry e seus amigos estavam bem, desapareceu quando ouviu Tonks lhe contar que Draco estava internado no andar de cima e permanecia desacordado, de modo que ainda não se sabia com que tipo de feitiço havia sido atingido. E isso não era tudo: Narcisa e Pansy Parkinson revezavam-se na cabeceira do rapaz, dando-lhe toda a assistência.

- Por que? Por que ela está lá? - perguntou Hermione com lágrimas nos olhos, revivendo a tristeza que sentiu ao vê-los adormecidos e abraçados na floresta.

- Eu sei que é terrível para você, Mione. Mas Pansy salvou a vida de Draco e Narcisa é grata a ela; Não podia negar-lhe! Olhe, ela disse que assim que acordasse viria conversar com você e… - falou Tonks medido as palavras.

- Como assim, ela o salvou? Isso é mentira! È outra mentira daquela víbora! - exatou-se Hermione, fazendo com que a enfermeira imediatamente lhe aplicasse um sedativo, que a faria dormir até o dia seguinte.

Acordou com a cabeça pesada. Ainda era muito cedo. Levantou-se e vestiu uma roupa trazida por Tonks para o momento em que lhe dessem alta. Precisava vê-lo. Ainda que sem rumo vagou até encontrar o quarto. Empurrou a porta devagar e o encontrou parado junto a janela, com uma atadura envoltada da cabeça, que denunciava que ainda não estava completamente recuperado.

Cuidadosamente se aproximou e o viu se virar lentamente para encará-la com um olhar muito diferente do que conhecia. Sua expressão era indecifrável e por alguns segundos ela parou de respirar quando o ouviu dizer:

-Desculpe, mas acho que se enganou de quarto. Eu estou esperando minha namorada… - falou o loiro com tranquilidade.

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Novidades:

Fênix - Parte III - Redenção

Voldemort foi derrotado e mundo bruxo aos poucos se levanta para uma nova era de paz e prosperidade, mas uma guerra sempre deixa muitas marcas. Bellatrix foi morta por seu sobrinho Draco Malfoy, mas antes, a maquiavélica bruxa puniu o casal, apagando completamente  Hermione das lembranças do rapaz.

Sozinha e perdida no mundo, a jovem grifinória chega a pensar em desistir de tudo, até que num golpe do destino, descobre que já não está exatamente sozinha e decide construir uma nova vida longe de Draco e das lembranças de tudo o que viveram. Mas não seria tão fácil. Uma nova fase e uma nova vida se inicia para todos.

Como será encarar os desafios de uma vida adulta, para quem tão jovem, esteve frente a frente com a morte? Que surpresas o destino ainda reserva para os amigos de Hogwarts? Um amor verdadeiro poderia superar tantas provações?

Fênix # 3

By Imogen

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