Posted by Imogen on 11 17th, 2008


XIII - Xeque-Mate

E ao final do dia, na aconchegante sala da casa que havia aprendido a chamar de lar, Hermione Jane Granger, se encontrava diante do seu maior temor. Um segredo tão precioso revelado de maneira tão abrupta, não lhe deixava qualquer chance de defesa. Por mais que evitasse encarar os olhos azuis de Draco, sabia que transbordavam mágoa.

Era culpada, isso era fato. Deveria ter reunido forças e contado a verdade, assim pelo menos ele conheceria seus motivos, no entanto, fora covarde e escolheu o silêncio. Mas agora, já não era tempo para lamentar. Deixou a pesada bolsa que carregava sob o sofá e novamente voltou toda a sua atenção para seu pequeno anjo, que sorria alegremente para o pai, como se houvesse ganhado o melhor dos presentes.

A alegria da menina era tão contagiante que ao final de tudo, a moça não podia pensar apenas nos temores e problemas que aquilo poderia lhe causar. Maysie era mais importante e para ela, aquele havia sido o melhor dia de sua vida.

- Maysie, está na hora de ir para a cama… - começou Hermione com a voz serena.

-Ah! Mãe! Mas meu pai está aqui… Eu não quero dormir, agora! - protestou a pequena se agarrando a mão de Draco, temerosa de perdê-lo novamente.

- Querida, sabe que não pode ficar acordada até tão tarde… Seja boazinha, diga boa noite… - pediu Hermione, encarando a menina e não lhe deixando escolha.

-Boa noite, pai! - disse a garotinha enquanto Draco a abraçava.

Eram incríveis as novas sensações que aquela criatura tão pequena lhe despertava. Jamais imaginou como seria ter um filho ou ser chamado de “pai”; Mas estava ali, tinha uma filha…  “Merlim, uma menina, eu não posso acreditar que sou pai de uma menina! Eu não sei nada de como educar uma criança, ainda mais menina!” - pensou o rapaz, um tanto tenso ao se lembrar das responsabilidades que teria a partir daquele momento.

-Pai… Você promete que vai vir me ver logo? Mamãe e eu sentimos saudades! - revelou a pequena fazendo com que o coração de Draco saltasse.

Por mais que estivesse magoado com Hermione, ficou profundamente satisfeito em saber que ela nunca o excluiu da vida da filha. Observando o comportamento de Maysie, estava claro que a menina tinha a melhor das idéias a respeito dele.

-Não se preocupe, querida! Eu nunca mais vou ficar longe de você! - respondeu Draco baixinho, enquanto mergulhava nas cópias de seus olhos azuis, fazendo com que a menina ficasse muitíssimo satisfeita.

Hermione sempre teve gestos delicados, mas quando se tratava de Maysie o cuidado e o carinho que dedicava à menina, faziam com que cada movimento parecesse ainda mais suave, embora ao mesmo tempo refletissem grande segurança. Parado, a porta do dormitório decorado como um pedaço do céu, Draco observava hipnotizado a moça de cabelos castanhos preparar a filha para dormir.

Era uma cena única e que ficaria grava em sua memória para sempre; O cobertor azul era cuidadosamente estendido sobre o corpo da garotinha que começava a bocejar, sendo vencida pelo sono. Hermione encostou sua cabeça próxima a da menina e sussurrou algo que Draco não conseguiu escutar, mas em seguida viu a pequena sorrir, agarrando-se a mãe com força e fazendo com que Hermione finalmente sorrisse.

“Por que Hermione? Por que tinha que acontecer assim?” - pensava o loiro derrotado, relembrando os fatos que Harry Potter havia lhe contado mais cedo…

Cena resgatada do capítulo anterior.

“- Ela só tinha dezessete anos. Eu estava lá, quando sua tia matou os pais dela e a vi desmaiar a primeira vez… - começou Harry.

-Ela devia ter me contado! - protestou Draco magoado.

-Você não sabia quem ela era e a humilhou diante de todos quando ela tentou falar com você! Ela não tinha mais nada, nem o direito de voltar pra escola e eu te odiei por isso! - acusou Harry, fazendo com que Draco se sentisse terrivelmente mal.

-Eu não tive culpa!Nunca quis que Hermione sofresse! Mas isso não é desculpa para ela me afastar da minha filha! - gritou Draco.

-Sua filha? Sua filha? Você não tem direito nenhum sobre essa criança, Malfoy! Se não fosse pela caridade alheia, ela sequer teria vindo ao mundo! Não ouse culpar Hermione, pois ela fez muito mais do que podia por essa menina. E além disso, Gina e Luna tentaram falar com você por meses!

-Eu não acreditava nelas… Mas podiam ter conversado com outra pessoa; Ela podia ter pedido ajuda… - começou Draco.

-Ajuda para sua mãe? Ora, Malfoy se sua mãe e Parkinson soubessem da gravidez de Hermione, Maysie nem sequer teria nascido! - se descontrolou Harry, ferindo Draco com as palavras.

- Ela teve várias chances de me falar e não o fez! - explodiu Draco.

-E no lugar dela, você o faria? - questionou Harry fazendo Draco refletir. -Hermione vai chegar daqui a alguns minutos; Essa criança é tudo o que ela tem! Você nem sequer é capaz de imaginar os sacrifícios de que ela já foi capaz por essa menina! Então me escute, pois vou avisar apenas uma vez: se a ameaçar de alguma forma, ou se tentar separá-las de alguma maneira, eu te mato! E dessa vez falo sério! - disse Harry com um olhar fulminante”.

Fim da Cena.

Por mais que se sentisse ferido, era preciso pensar nas razões de Hermione. Entre todas as coisas que Harry havia lhe contado, uma torturava sua mente: “você não sabia quem ela era e a humilhou diante de todos quando ela tentou falar com você! Ela não tinha mais nada, nem o direito de voltar pra escola e eu te odiei por isso!”

Com Maysie adormecida, era chegada à hora de uma conversa definitiva. Hermione sabia que aquele momento não poderia e nem deveria ser adiado. Por isso, ao constatar que a menina havia adormecido, levantou-se devagar e deixou o dormitório, enfeitiçando o ambiente para que se tornasse a prova de som. Em seguida, retornou a sala, sendo seguida em silêncio por Draco. Encararam-se por alguns segundos, até que ele decidiu quebrar o silêncio.

Flashback

- Essa é a sua casa? Foi aqui que você esteve durante todo esse tempo? - quis saber Draco.

- Eu moro aqui há cinco anos, mas esta casa não é minha… Pertence à Minerva McGonagall. - respondeu Hermione séria.

Eu sonho com seu rosto, sinto saudades do seu corpo
E em seguida imagino-o fazendo parte do meu cenário
Eu teria tanta coisa para lhe dizer, se eu soubesse como
Como fazer com que ele leia nos meus pensamentos?

- Então o mundo inteiro sabia que eu tinha uma filha, menos eu! - reclamou raivoso.

-Eu quis te contar… Mas as circunstâncias não permitiram! - defendeu-se a moça.

- E você adorou isso! Não fez o menor esforço para mudar a situação! - rosnou o loiro.

- Isso não é verdade! Errei em não ter contado sobre Maysie agora, mas fiz isso para proteger minha filha e não vou permitir que me acuse dessa maneira! - falou Hermione alterando a voz.

- Proteger minha filha de mim? É isso? Você me negou participar da vida dela! Negou o direito dela de ter um pai! - esbravejou o rapaz.

- Eu jamais quis fazer isso! Mas quando tentei te contar que estava grávida, você me humilhou, me mandou embora e partiu com sua mãe e sua namorada! - acusou amarga, fazendo com que Draco sofresse ao rever a cena em sua mente.

“- Draco! - chamou atraindo a atenção do loiro.

- Saia daqui, Granger! - adiantou-se Pansy, mas acabou sendo completamente ignorada pela castanha.

- Draco! Você sabe quem eu sou? Apenas diga meu nome, por favor… - pediu com lágrimas nos olhos enquanto segurava a mão do rapaz que a encarava totalmente confuso.

- Desculpe, mas não faço idéia…- disse Draco sentindo pena da garota.

- Ela é uma sangue-ruim, que corre atrás de você desacaradamente, amor! Você sempre a manda embora, mas ela não se conforma… - mentiu Pansy, enquanto obserservava satisfeita, Draco num gesto instintivo largar bruscamente a mão de Hermione ao ouvir a expressão “sangue-ruim”.

- Draco! - suplicou a garota. - Olhe para mim! Apenas olhe e me diga o que sente! - pediu cedendo as lágrimas.

Minerva McGonagall havia acabado de chegar ao hospital, para visitar os alunos e amigos feridos durante a batalha, quando foi surpreendida por uma cena de cortar o coração…

- Eu… eu… - gaguejava o rapaz diante da insistência da moça.

- Diga, por favor! - pediu ela mais uma vez.

- Oras, mas o que é isso? Por que se acha no direito de falar comigo dessa maneira? Deixe-me em paz! - ordenou o loiro exaltado confuso, fazendo com que Pansy sorrisse de satisfação. - Venha, Pansy, vamos embora!”

Fim do Flashback

- Podia ter me contado agora! Eu venho correndo atrás de você como um louco nos últimos meses, estamos juntos novamente e eu te pedi em casamento! - protestou Draco.

Mas como fazem as pessoas que conseguem tudo o que querem?
Que me apontem meus erros e também minhas ilusões
Eu daria minha alma, meu coração e todo o meu tempo
Mas, por mais que eu entregue tudo, tudo não é suficiente

-Não é bem assim, Draco! Há poucos dias tentei conversar com você, mas tudo o que você me disse é que não poderia lidar com uma criança! - rebateu a castanha.

- Você sabe por que falei isso! Sabe sobre minha família! Droga, Hermione! Eu não sabia que já tinha uma filha! - descontrolou-se assustando Hermione.

Por alguns segundos, a moça permaneceu paralisada diante da explosão de Draco. Poucas vezes o vira tão descontrolado… No entanto, logo depois, observou o rapaz se jogar no sofá com uma expressão derrotada e esconder a face com as mãos.

-Eu tenho uma filha… E não sei nada sobre ela! Não sei nem mesmo como ela pode me chamar de pai, se sou apenas um estranho! - lamentou Draco, partindo o coração de Hermione, que se sentou em uma poltrona próxima ao sofá e começou a falar.

Se fosse suficiente a gente se amar, se amar fosse suficiente
Sa a gente mudasse um pouco as coisas, só pelo prazer de compartilhar
Se fosse suficiente a gente se amar, se amar fosse suficiente
Eu faria deste mundo um sonho, uma eternidade

- Maysie nasceu em uma manhã quente e ensolarada, ainda não era verão, mas naquele dia parecia que sim… Foi um parto complicado, num hospital trouxa; Minerva sofreu com longa espera, mas depois de quase três horas, ela estava aqui com a gente. E naquela mesma noite, você recebeu seu diploma em Hogwarts - falou Hermione surpreendendo o loiro, que finalmente compreendia as palavras de Luna.

- Luna tentou me dizer algo, mas eu não dei atenção… - lamentou. Mas por que um hospital trouxa? Como pode ter ido parar em um hospital trouxa? - quis entender.

- Eu preferi assim… - falou a moça um tanto desconsertada. Não queria acusar a família de Draco e de fato, não foi preciso, pois ele compreendeu de imediato.

- Eu sei que você se formou, mas certamente não podia trabalhar… Então, como conseguiu se manter e manter um bebê? - questionou o rapaz.

-Todos ajudaram. Principalmente Minerva. Ela tem sido como uma mãe… Cuida de nós duas e nós duas procuramos cuidar dela. - respondeu Hermione. - Mas agora as coisas mudaram…

- Definitivamente. Agora vocês duas são minha responsabilidade! - declarou Draco, enfurecendo Hermione.

- Olha, Draco, acho que você não entendeu! Eu não tenho mais dezessete anos! Eu posso perfeitamente sustentar a mim e a minha filha! Não precisamos de nada e não seremos uma responsabilidade para você! - declarou segura.

-Não importa o que diga, as duas são minha responsabilidade e eu não vou fugir disso! - rebateu o loiro.

- Você não entende, não é? Tudo o que Maysie quer é conhecer você… Que passe um pouco de tempo com ela… Não tem nada a ver com responsabilidades financeiras ou sociais, mas sim com sentimentos! - disse a moça fazendo com que Draco refletisse.

- Ela queria me conhecer? Ela perguntava por mim? - ele perguntou ansioso.

- Desde o dia em que aprendeu a falar… - confessou Hermione, fazendo com que Draco sorrisse involuntariamente.

- Ela é incrível! Tão esperta… - começou Draco.

-É sim… - concordou Hermione, respirando aliviada pela conversa ter entrado em um tom mais ameno. - E se parece muito com você!

- Comigo? Diz isso pela cor dos olhos e dos cabelos… - começou Draco relaxando um pouco ao pensar na imagem da filha.

- Digo isso, porque ela é persistente, vaidosa e muito segura. Há dias atrás ela me falou que tinha certeza que conseguiria encontrá-lo. Jamais me senti tão mal como naquele momento… Pansy havia acabado de me mostrar aqueles exames e… - falou cedendo as lágrimas.

-Não diga mais nada! Não quero que pense mais sobre o passado, pense apenas no nosso futuro! - disse o loiro de pé, enquanto puxava a moça para um abraço que logo acabou se convertendo em um beijo apaixonado.

A sensação de tê-lo tão próximo era maravilhosa e conseguiu acalmar o coração de Hermione. O beijo era intenso e quente, demonstrando mais uma vez o imenso sentimento que os unia. Após algum tempo, se separam buscando ar e um pouco de raciocínio lógico. E aproveitando-se daquele momento, Draco decidiu que era hora de colocar as coisas a sua maneira.

-Hermione, quero que se mudem imediatamente para a minha casa! Maysie é uma Malfoy e minha herdeira, e quero que cresça sabendo quem é! - declarou Draco, fazendo com que uma nova onda de tensão se espalhasse pelo corpo da moça.

- Eu não posso fazer isso, Draco. - falou a castanha desconcertando Draco.

-Não pode? È claro que você pode! Aliás, eu havia lhe dado um prazo para decidir e isso não vai mudar! - falou irredutível, chocando Hermione.

- Sinto muito Draco, mas as coisas não podem ser assim… - Eu não posso simplesmente mudar a vida da minha filha de uma hora para outra! Deixar para trás tudo o que ela conhece! Não é uma escolha simplesmente minha!

-Estou certo de que ela ficaria muito feliz com a mudança! Diga a verdade, Hermione! É você que não quer fazer isso! Já não tem certeza dos seus sentimentos! - acusou Draco afastando-se.

-Eu jamais desejei outra coisa em minha vida! Eu sempre o amei, Draco! Mas não pense que tudo pode ser resolvido com tamanha facilidade! Maysie e Minerva são muito apegadas, não pode simplesmente separá-las! Além disso, logo ela fará perguntas! Agora não sou eu que preciso tomar uma decisão, mas você! - explicou Hermione.

Se fosse suficiente a gente se amar, se amar fosse suficiente
Sa a gente mudasse um pouco as coisas, só pelo prazer de compartilhar
Se fosse suficiente a gente se amar, se amar fosse suficiente
Eu faria deste mundo um sonho, uma eternidade

-Eu? - indagou o loiro confuso.

-Sim. Você precisa decidir se está disposto a permitir que nós duas entremos de forma definitiva em sua vida! Não poderá terminar um namoro que por qualquer motivo não deu certo! Ela sempre será sua filha e eu sempre serei a mãe dela! - afirmou Hermione ainda que temesse colocar as coisas de maneira tão crua.

- Eu quero minha filha! Sei o que significa e estou disposto a qualquer coisa para sermos uma família. - declarou seguro, permitindo que Hermione se tranqüilizasse.

-Então, quero que tenha um pouco de paciência! Conheça Maysie e permita que ela lhe conheça! Venha vê-la amanhã, e quantas vezes desejar, mas deixe que ela se aproxime naturalmente como tem feito. Não será difícil… Ela já estava mesmo apaixonada pelo príncipe encantado!- pediu a moça.

- Sabia que ela falava de mim? - perguntou Draco confuso.

- Não no princípio, mas esta tarde, Luna decidiu me contar sobre um encontro de vocês e eu imaginei… - confessou.

- Acha mesmo que ela gosta de mim? - perguntou Draco com um olhar estranho, enquanto voltava a se aproximar da castanha, deixando-a inquieta.

- Eu tenho certeza disso… - respondeu com alguma dificuldade.

- E quanto a você?  - perguntou rossando seus lábios nos da garota, que não pôde responder de outra maneira que não com um beijo.

Ela se entregou, feliz, entreabrindo os lábios assim que a língua dele os roçou. Ele gemeu, agarrou-se ainda com mais força aos seus cabelos e enfiou a língua no fundo da boca que lhe ofe­recia. Sentiu-a mover-se, enfiar os dedos esguios entre seus cabelos e dar um suspiro de prazer.

O som o enlouqueceu. Abraçou-a com força, rolando para o chão. O corpo dela era macio e obediente, sob o seu. Ela o agarrava pelos ombros, massageando-lhe os mús­culos. Ele aprofundou o beijo, explorando todas as sensa­ções, experimentando todos os gostos, com a cabeça rodando e o coração batendo forte e rápido. Ela gemeu, movendo-se sob ele. Ele prendeu a respiração quando sentiu os seios apertados contra o seu peito e sem pensar, esfregou-se nela, com uma urgência tremenda.

Na manhã seguinte, Draco abriu os olhos e ficou um tanto confuso com o ambiente desconhecido, mas logo que sentiu o doce perfume dos cachos de Hermione que impregnava o travesseiro, foi invadido por uma sensação maravilhosa de triunfo. O que teria acontecido com a idéia de ir com calma? Isso realmente já não importava.

Na noite anterior, haviam se beijado na sala e como nas outras vezes, ele sentiu seu corpo ser tomado por uma urgência absoluta, que ela parecia corresponder plenamente. Amaram-se como nunca e somente ao ver sua garota adormecer em seus braços, após uma noite de amor, Draco percebeu o quanto tinha sorte. Tinha uma filha linda e um elo permanente com a mulher que amava. Eles jamais poderiam voltar a se separar. “Unidos para sempre” - pensava o loiro, enquanto depositava beijos na nuca e nas costas de sua amada.

Ao sentir os lábios quentes sob sua pele, Hermione sorriu. Ainda de olhos fechados, ouviu Draco lhe desejar bom dia, enquanto seguia com a trilha de beijos, fazendo com que rapidamente todo o corpo da moça reagisse. Era a forma perfeita de começar o dia, até que…

-Mamãe! Acorda, mamãe! - gritava Maysie empolgada, entrando no quarto sem qualquer aviso e se surpreendendo com o que via.

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