Posted by Imogen on 11 17th, 2008


IX - Promessas

“Quando o amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos
Como o vento devasta o jardim.
O amor nada dá senão de si próprio
E nada recebe senão de si próprio.
O amor não possui, nem se deixa possuir.
Porque o amor basta-se a si mesmo”.

Eram três horas de uma madrugada mais fria do que o comum para aquela época do ano. O barulho eletrônico quase ensurdecedor é abafado por grossas portas de metal, repentinamente abertas por uma mulher alta, magra, com longos cabelos negros. Equilibrando-se com dificuldade sobre os altíssimos saltos, ela empurra a porta bruscamente, sem qualquer preocupação com as pessoas que se encontram próximas, enquanto se move cambaleante a procura de ar.

O ar que já não encontrava no enfumaçado ambiente da boate, nem na rua ou em qualquer outro lugar. Agora que o álcool já havia se espalhado por toda a sua corrente sanguínea e a realidade lhe atingia de forma cruel e certeira… Ele havia lhe roubado o ar e também a vontade de continuar. Era linda, todos admiravam sua beleza e a invejavam, mas ele a rejeitou, entregando-se a uma vida medíocre, num mundo medíocre. “Melhor assim!” - tentava se convencer inutilmente, enquanto sorvia mais uma dose de firewhisky.

Em um instante tinha o mundo em suas mãos e no momento seguinte, tudo havia sido coberto por uma nuvem de incertezas. Pela manhã Rony Weasley se uniria definitivamente a Luna Lovegood, selando em definitivo sua derrota. O coração batia descompassado de dor e ciúmes. Mesmo após cinco anos ainda sonhava com aquele toque e aquele beijo único. A vida não havia sido justa.

Draco partira e o que no início foi um imenso alívio, agora começava a causar preocupação; Já não suportava mais ouvir o choro e as lamentações de Narcisa e não sabia por quanto tempo ainda seria bem-vinda na mansão. Mas nada a incomodava tanto quanto ser novamente desprezada; Era por isso que estava ali.

Sem ter controle de suas ações, não hesitou em agarrar um jovem manobrista de cabelos ruivos, dando-lhe um beijo alucinante sem qualquer aviso. A princípio o rapaz hesitou, mas logo se empolgou para corresponder; Beijavam-se como se suas vidas dependessem disso, chamando a atenção de quem se encontrava por perto. Porém, não demorou muito e a morena o rejeitou. Não era aquele beijo que queria. Ele não lhe dizia nada e não a fazia sentir absolutamente nada. Frustrada, empurrou o rapaz e saiu andando pela escuridão.

A maquiagem antes impecável, agora se desfazia, manchando a face em locais impróprios. Lágrimas de raiva e angustia cegam a moça que caminhava sem rumo nas ruas. Trêmulas, as mãos não conseguiam acender outro cigarro e novamente a raiva lhe subiu a cabeça, fazendo-a gritar:

-Isso não vai ficar assim! Todos vocês vão me pagar! - berrou furiosa.

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Eram nove horas da manhã e Hermione Granger ainda não havia se levantado. Em anos de convivência, Minerva não se lembrava de ter visto a moça dormir tanto. Observando-a de perto, percebeu que a jovem dormia um sono tranqüilo e que em sua face se anunciava um pequeno sorriso, que possivelmente denunciava um sonho muito bom.

“Melhor deixá-la dormir mais um pouco!” - pensou a mulher, enquanto fechava as cortinas do quarto com um simples aceno de varinha e deixava os aposentos da moça.

A intuição de Minerva não poderia estar mais correta. Entre cenas do passado e do presente, Hermione sonhava com momentos felizes que havia vivido ao lado de Draco Malfoy. Seu Draco, que finalmente estava de volta.

“Ela estava sentada ao piano e tentava escolher a canção certa, que dissesse algo que ela queria lhe dizer, mas não era fácil… Pensou em desistir, mas olhou nos olhos dele e entendeu que havia chegado à hora de responder a todas as coisas que ele havia lhe dito naquele dia, respirou fundo e tocou a única canção que seria capaz de falar por ela, a mesma canção que fez com que percebesse que estava apaixonada.

Ele a olhava hipnotizado, cada nota e cada palavra o faziam transbordar de alegria e ele nem mesmo conseguia entender porque sentia algo tão forte. Não se lembrava de quantas vezes garotas histéricas tinham tentado comovê-lo com declarações melosas ou lágrimas, mas ele nunca havia conseguido sentir nada além de pena. Por que com ela tudo era tão diferente? Tão intenso?

Já não havia ninguém ali… O mundo se resumia a ele e a ela. Enquanto ela cantava, ele caminhava em sua direção e acabou por sentar-se ao seu lado no banco do piano. Para ele, ela era um anjo que havia chegado a sua vida para fazê-lo renascer, depois de ter chegado tão próximo ao inferno e não havia como não se comover com seu olhar, seus gestos ou suas palavras. Após a última nota, ela baixou a cabeça envergonhada e ele imediatamente segurou uma de suas mãos e fez com que a menina o encarasse, beijando-lhe em seguida sem nenhum aviso.

Observando toda a cena de camarote, Luna e Gina vibravam de alegria, enquanto seus respectivos namorados olhavam tudo com o mais profundo desgosto, embora soubessem que aquela altura, já não havia o que pudesse ser feito para reverter à situação. Oportunamente, as garotas decidiram que Draco e Hermione precisavam de um pouco de privacidade e saíram de fininho, arrastando Harry e Rony.

Agora tudo estava no mais completo silêncio e na mais perfeita harmonia, até que Hermione se separou de Draco buscando ar. Se encaram novamente por alguns segundos, antes que o rapaz a puxasse para si novamente, mas não para um novo beijo e sim para um abraço. “Como era bom abraçá-la!” - pensava o loiro quando teve seus pensamentos interrompidos…

- Confesse! Você fez tudo de propósito novamente! - falou Hermione com um tom autoritário.

- Não sei do que está falando! - respondeu o loiro se fazendo de desentendido e se aproximando para um novo beijo, que não aconteceu porque a menina desviou rapidamente.

- Você perdeu o jogo e despertou novamente a fúria dos garotos de propósito! - afirmou a castanha enquanto se esquivava.

- Eu não gosto de perder e não perdi nada hoje, pelo contrário eu ganhei o melhor prêmio de todos: ganhei você! - falou Draco, beijando Hermione de forma intensa e possessiva, sem dar nenhuma chance de resposta.

A partir daquele momento as lembranças se reduziam aos beijos e ao perfume capazes de lhe deixar completamente tonta e de todo o trabalho que teve para conseguir entrar em seu quarto, já que nenhum dos dois queria se despedir. O pensamento lhe veio à mente, fazendo com que sorrisse involuntariamente.

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- Não acredito que se juntou com Harry e Rony pra se vingar de mim! - disse Hermione.

- Só concordei porque vi que não era nada demais! - se justificou enquanto entrava no quarto da menina.

- Nada demais? Minha garganta ainda está queimando! Você devia experimentar aquela pimenta, antes de dizer isso! - respondeu indignada.

- Mas já passou e agora eu já disse que vou cuidar de você! - disse o rapaz colocando a garota na cama e se retirando para retornar em seguida com um copo cheio de pedaços de gelo nas mãos.

Sentou-se devagar na cama e sem dizer uma palavra, colocou um pedaço de gelo na própria boca, passando-a em seguida para a menina, através de um beijo. Agora a pedra de gelo deslizava sobre a pele ainda quente da garota, deixando um rastro molhado, que Draco seguia com beijos. A razão de Hermione a alertava para o perigo da situação, mas seu corpo e seu coração ignoravam. Logo estava completamente perdida entre beijos e carinhos e seria incapaz de responder até qual era seu o próprio nome.

Vou! Entre a redenção e o esplendor de por você viver…

Sim! Quis sair de mim, esquecer quem sou e respirar por ti

E assim transpor as leis mesquinhas dos mortais…

Talvez pela primeira vez na vida, Draco tivesse agido inocentemente. Não havia planejado nada… Sabia que o gelo aliviaria a sensação de ardência causada pela pimenta e por isso decidiu oferecer a Hermione; Não tinha nenhuma pretensão até que seus olhos param na boca da garota, que nunca lhe parecera tão convidativa; Desejava beijá-la e simplesmente lhe veio a idéia.

Agoniza virgem Fênix, o amor! Entre cinzas arco-íris esplendor!

Por viver às juras de satisfazer o ego mortal…

Coisa pequenina, centelha divina renasceu das cinzas onde foi ruína

Pássaro ferido, hoje é paraíso…

Em poucos segundos já não tinha nenhum controle, apenas a beijava, tocava e procurava aproveitar cada sensação que isso lhe trazia. Mas quando o garoto a puxou com mais força, colocando seu corpo sobre o da menina, ela reuniu todas as suas forças e o afastou.

- Não posso! - disse ofegante.

- Eu sei! Me desculpe! - falou sentando-se na cama de costas para Hermione.

- Só prometa que não ficará chateado comigo, tá? - pediu com voz doce, enquanto o abraçava, temendo que ele a deixasse.

- Eu não estou chateado. E nunca ficaria chateado por isso! - disse o rapaz se levantando, fazendo com que o coração de Hermione se enchesse de alegria.

Draco deu um beijo suave na testa na garota e começava a caminhar em direção a porta, quando sentiu Hermione segurar sua mão e dizer: “- Não vá! Fica comigo!” e novamente levá-lo em direção a cama.

Luz da minha vida, pedra de alquimia

Tudo o que eu queria, renascer das cinzas…

“Como recusar um convite como aquele?” - pensava o rapaz voltando a acomodar Hermione em seus braços e cobrindo a ambos com um cobertor. Ainda não acreditava em tudo que tinha acontecido ao longo de um único dia.

- Que coisa! Você me dá a maior canseira, estraga uma de minhas camisas preferidas e depois tenta me matar por insolação… - começou o Draco.

- È, mas você me envenenou com pimenta! - interrompeu Hermione.

- É verdade! Mas que jeito de se começar um namoro, não? - disse o loiro abrindo o sorriso que Hermione tanto amava.

- E nós começamos? - perguntou a menina surpresa, se virando para olhar nos olhos do rapaz.

- Não começamos? - agora Draco estava confuso.

- Não lembro de você ter me dito nada a esse respeito. - respondeu fazendo manha.

- Eu não acredito nisso! Nós passamos os últimos dois dias juntos; Nós nos beijamos; E eu te dei um colar que pertenceu a minha mãe e agora estamos aqui… O que foi que faltou? Será que eu esqueci de alguma coisa? - perguntou o loiro chateado.

- Na verdade esqueceu, sim! Esqueceu de pedir que eu fosse sua namorada! - respondeu Hermione naturalmente.

- Ah, Merlim, como você se prende em detalhes! O que quer? Devo ficar de joelhos e implorar que me aceite?  Ou posso simplesmente te beijar e dizer que eu quero que fique comigo pra sempre? - questionava o rapaz fazendo a menina sorrir antes de puxá-la para si e fazê-la olhar em seus olhos.

- Não estou brincando! Quero que você e isso não é uma coisa de momento, pelo contrário, não vai conseguir se livrar de mim mesmo que queira. - falou sério, encarando a garota.

- E quem disse que quero me livrar de você? - disse Hermione, antes de puxar seu namorado para um beijo demorado.

E eu! Quando o frio vem nos aquecer o coração

Quando a noite faz nascer a luz da escuridão

E a dor revela a mais esplêndida emoção… O amor!

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Draco Malfoy acordava vagarosamente, como se relutasse em abandonar um sonho perfeito. Remexeu o corpo sob os lençóis acetinados e abriu lentamente os olhos azuis para se deparar com um objeto um tanto estranho, colocado sobre o seu criado-mudo. Somente após alguns segundos conseguiu se lembrar o motivo do risonho e rechonchudo coelhinho de pelúcia estar no seu quarto.

-È… No final, você me trouxe boa sorte! - falou o loiro ainda mirando o brinquedo.

As lembranças do encontro com Hermione permaneciam gravadas em sua mente. Sabia que havia feito um grande progresso e que aquilo era somente o começo; Logo ela estaria definitivamente ao seu lado e seriam muito felizes.

Levantou-se bem disposto como nunca; Escolheu roupas elegantes e se preparava para sair, quando um de seus elfos-domésticos lhe avisou sobre uma visita. Em qualquer outro dia, ele teria ficado muitíssimo irritado diante de tal inconveniência, mas naquela manhã nada poderia estragar seu bom humor. Desceu as escadas com tranqüilidade, deparando-se com uma surpresa nada agradável.

-Draco! - falou uma Narcisa abatida com a voz trêmula.

-O que deseja? - perguntou o rapaz com assustadora frieza.

-Não fale assim comigo, filho! Eu sou sua mãe! - pediu a mulher com os olhos marejados.

-Como espera que eu a trate depois do que fez! Quase destruiu minha vida! - esbravejou o rapaz. - Jamais pensei que seria capaz de agir como Lúcio, mas você aprendeu perfeitamente como mentir e manipular…

-Eu apenas pensei… -começou a mulher com a voz embargada.

- Eu não quero saber! Peço que respeite a minha decisão e não volte a me procurar! - falou decidido. - Eu não estou pronto para perdoá-la agora, e não sei se serei capaz disso algum dia!

- Eu amo você, filho! E tudo o que quero é te ver feliz! - falou a senhora cedendo ás lágrimas.

- Se é assim, faça o que estou lhe pedindo! Adeus!  - disse o loiro dando as costas à mãe e voltando a subir as escadas da nova mansão.

Por cerca de dez minutos, Narcisa permaneceu inerte, lamentado por cada vez que interferiu no destino do filho. No fundo, sempre soube que Hermione não era a pessoa desprezível que Pansy pintava, mas jamais procurou conhecer a verdade, cedendo à comodidade de ter como nora uma moça sangue-puro e bem-nascida.

Havia errado. E não conseguia imaginar um meio para se redimir. Tinha perdido Draco por um capricho e jamais poderia se perdoar por isso. Com dificuldade, se concentrou e acabou por aparatar em um ponto distante de Londres, à procura de algum alívio para a imensa dor que sentia.

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O dormitório em tons de lilás ainda permanecia escuro apesar do adiantado da hora. Para a pequena Maysie era difícil entender as idéia da avó de que ela não devia incomodar a mãe, que descansava. Tentou esperar o máximo de tempo possível, porém não se conformou quando chegou o momento de arrumar seus cabelos. Somente sua mãe faria do jeito que ela gostava e por isso, decidiu quebrar as regras.

Caminhou lentamente em direção a cama macia onde Hermione repousava e então tocou a pele de seu braço com a pequena mão delicada, causando um contraste entre o frio e o quente.

-Mãe! Acorda, mãe! - chamava uma garotinha insistentemente, enquanto Hermione abria os olhos com alguma dificuldade.

-Bom dia, princesa! - falou a moça, ainda se espreguiçando.

-Já é de tarde, mãe! E você disse que a dama de honra não podia se atrasar! - repreendeu a loirinha, já vestida em um delicado vestidinho branco de tafetá.

-Por Merlim! Perdi a hora! - dizia Hermione sobressaltada, correndo para tomar banho e se arrumar, sob o olhar de reprovação da filha.

Em poucos minutos, mãe e filham se encontravam prontas e preparadas para aparatar no local combinado. Hermione tinha os cabelos presos em um elegante coque e trajava um vestido cor-de-rosa de alças finas. Porém, apesar da elegância do traje, era sua beleza natural que se destacava. O brilho no olhar a iluminava e chamava a atenção de qualquer um que lhe dedicasse um segundo de atenção.

“Obviamente está muito feliz… E certamente essa felicidade atende pelo nome de Malfoy!” - pensou Minerva McGonagall ao observar a filha.

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A música suave era a deixa para que um pequeno anjo loiro desfilasse por entre os convidados, segurando uma delicada caixinha de prata. Sob o olhar atento de Hermione, Maysie caminhava segura e orgulhosa; Simplesmente adorava ser o centro das atenções e vibrava com o papel tão importante que sua tia Luna havia lhe atribuído naquela tarde.

Uma coroa de pequenas flores naturais adornava a cabeça da moça que caminhava de pés descalços pela beira de um lago, em direção ao seu futuro marido, que a esperava ansiosamente, trajando vestes brancas e iluminando tudo ao redor com um sorriso único.

Ronald Weasley personificava a própria felicidade, enquanto recebia Luna Lovegood por esposa, em uma cerimônia simples, onde os noivos fizeram questão de firmar seu compromisso por meios de palavras próprias e sem obedecer à maior parte das convenções.

Olho para o céu
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós
A força desse amor
Nos invadiu…
Com ela veio a paz, toda beleza de sentir
Que para sempre uma estrela vai dizer
Simplesmente amo você…”

“Meu amor..
Vou lhe dizer
Quero você
Com a alegria de um pássaro
Em busca de outro verão
Na noite do sertão
Meu coração só quer bater por ti
Eu me coloco em tuas mãos
Para sentir todo o carinho que sonhei
Nós somos rainha e rei.”

“Olho para o céu
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós
A força desse amor nos invadiu…
Então…
Veio a certeza de amar você!“.

Assim, em meio a uma revoada de pequenas borboletas coloridas, os noivos trocaram as alianças e selaram sua promessa, com um beijo de amor sincero, revelando um sentimento tão bonito, que contagiou os presentes.

Enquanto o sol começava a desaparecer no horizonte os noivos comemorava ao lado de familiares e pouquíssimos amigos. Luna quis assim e Rony não hesitou em fazer a vontade da noiva. Aquele dia era inteiramente dela e a Rony cabia simplesmente a tarefa de fazer com que ele fosse exatamente como ela havia sonhado.

-Luna? - chamou Hermione.

-Oh! Mione! - falou a bela noiva abraçando a amiga.

-Você está maravilhosa! Estou muito feliz por você e Rony! - começou Hermione.

- Obrigada, Mi! - falou a loira com um imenso sorriso.

-Hei, posso participar deste momento? - perguntou Gina se aproximando das amigas.

-Claro que pode futura mamãe! - falou Luna.

-Quanta a alegria! Sei que você é a garota perfeita para o meu irmão! Serão muito felizes! - falou a ruiva enquanto abraçava a noiva.

- Oh! Obrigada, querida! E o Harry? - quis saber Luna.

-Ah! Ele deve andar por aí fazendo planos e contando sobre o bebê! - respondeu a ruiva sorrindo. - E por falar nisso… - começou a ruiva lançando um olhar inquisidor para Hermione - Acabo de me lembrar que parece que esse não foi o último casamento da temporada…

- Como assim?- perguntou Luna confusa, enquanto Hermione corava.

-Eu não faço idéia do que ela está falando! - dissimulou a castanha.

-Você fez as pazes com Malfoy?Oh! Merlim! - exclamou Luna animada adivinhando o que o coração da moça ocultava.

-Hei! Não é nada disso, apenas conversamos… Nada foi decidido! - explicou Hermione.

-Só conversaram? - perguntou a noiva com uma pontada de decepção, enquanto Hermione balançava a cabeça afirmativamente.

-Então você falou sobre Maysie? - perguntou Gina.

-Não! De jeito nenhum! Depois de tudo o que aconteceu, eu não posso fazer isso! - falou Hermione sobressaltada com a idéia. A reação de Draco ao tomar conhecimento da existência da menina sempre lhe rondou como um fantasma. Mesmo cinco anos depois, ela ainda podia ouvir em alto e bom som as palavras de Pansy Parkinson ecoando em sua mente:

“- Mione, ela enfeitiçou Malfoy! Ele não se move, está completamente dopado. Ela armou essa cena só para te fazer sofrer! - explodiu Rony. - Confesse! - ordenou.

- Draco me ama! Sempre me amou! Ele jamais me trocaria por uma sangue-ruim nojenta como você! O quê pensou? Que casaria com alguém inferior? E que gostaria de ter filhos mestiços? - a morena cuspiu as palavras.

Ao ouvir aquilo, Hermione sentiu-se novamente ferida e dessa vez não tentou se controlar. Não queria mais se controlar e imediatamente se aproximou de Pansy e lhe atingiu com um soco direto no nariz, fazendo com que a garota caísse no chão urrando de dor. Mas era pouco. Ainda era muito pouco.

- Não me importa o que diga! Não importa o que faça, você não sabe o que é amor e jamais será digna de conhecê-lo! Sinto pena de alguém que precisa dopar um homem para tê-lo! - disse a castanha com fúria, antes de girar os calcanhares e retornar à barraca, sendo seguida pelas amigas”.

- Draco não saberá sobre Maysie… - ela falou mais para si mesma.

-Mas, Mi, olha tem algo que eu preciso te contar! - começou Luna, pensando em revela sobre o encontro de pai e filha, quando foi interrompida pelo marido.

-Está pronta senhora Weasley? Devemos partir agora! - anunciou Rony com alegria.

-Apenas um minuto, querido! - falou a loira abraçando Gina e em seguida Hermione. - Mi, pense bem! Ele precisa saber… Entendo que não queira contar agora, mas é melhor se preparar para essa situação!

Logo que o casal partiu, um Harry Potter profundamente orgulhoso, trazendo uma linda garotinha nos braços, se aproximou das duas senhoras que permaneciam conversando seriamente.

- Mãe! - chamou Maysie empolgada. - Oh! Mãe, o padrinho me disse que vou ganhar um primo! - falou a menina sorridente.

- Bom, pode ser uma prima também… - corrigiu Gina, lembrando ao marido que ainda não havia como saber o sexo do bebê.

- E o que achou dessa idéia? - Hermione quis saber.

-Eu achei muito legal! Vamos brincar juntos e eu poderei ensinar para ele muitas coisas! - falou a menina, encantado a todos.

- Que bom que pensa assim, querida! - falou Gina dando um beijinho na afilhada.

-Bom, acho que também está na hora de partirmos, não é mocinha? - perguntou Hermione.

-Ah!Mãe… - reclamou a pequena.

-Nada de “ah”, temos que ir agora! A senhorita precisa dormir! - falou a moça se despedindo dos amigos e aparatando com a filha.

Após um dia repleto de emoções, Maysie dormiu profundamente em poucos minutos. Hermione permaneceu alguns instantes observando a filha adormecida; Aquele dia ainda não havia terminado para ela. Havia uma promessa a ser cumprida e ela sabia que não podia voltar atrás.

Cuidadosamente soltou os cabelos e substituiu o vestido que usava por uma calça preta e uma blusa justa levemente decotada em tons de azul. Estava simples, mas muito bonita. Deu uma última olhada no espelho e acabou sendo surpreendida por um olhar nada amigável de Minerva.

-Então vai sair novamente… - afirmou Minerva visivelmente contrariada.

-Sim, eu preciso sair, mas não pretendo demorar. - falou a moça com tranqüilidade.

- Hermione, eu a amo como se fosse minha própria filha… - começou Minerva.

- Eu sei disso, Minerva! - falou a menina segurando a as mãos da mulher. - Tem sido muito mais do que uma mãe para mim e eu a amo muito! Sei que está preocupada comigo, mas peço que confie em mim…

-Eu confio, filha! Mas não quero que sofra novamente e aquele rapaz… - começou Minerva.

-Aquele rapaz é o pai da minha filha e o homem que sempre amei. Talvez não dê certo novamente, mas eu preciso tentar! Não suporto mais imaginar o que poderia ter sido, desta vez, preciso viver tudo! Seja bom ou ruim… - falou a moça decidida.

-Está bem! Eu não desejo me opor e ficar contra você, mas sim permanecer ao seu lado! Peço apenas que tome cuidado! Seja cautelosa, filha! - falou a bruxa abraçando a jovem.

-Eu serei, obrigada!  - falou Hermione retribuindo o abraço, antes de partir para um jantar imprevisível na nova mansão Malfoy.

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