Maybe there’s a God above
And all I ever learned from love
Was how to shoot at someone who outdrew you
And it’s not a cry you can hear at night
It’s not somebody who’s seen the light
It’s a cold and it’s a broken hallelujah
Um afinadíssimo piano dá o tom da paixão; A harmonia das notas proporciona uma melodia tão suave quanto melancólica; O encanto e a emoção se materializam antes que se tenha tempo de pensar em qualquer coisa. E quando já se está completamente imerso e até perdido naquele som que parece alcançar a alma, eis que surgem as palavras…
Defeitos e fraquezas expostos de maneira tão honesta que chega a ser inevitável não sofrer um pouco com a frustração de saber que o homem comete erros e jamais poderá ser perfeito. Sentimentos universais impressos em cada acorde - Talvez por isso essa canção tenha se tornado eterna.
Hallelujah - música escrita por Leonard Cohen ultrapassa qualquer definição conhecida para o termo “comovente”, tanto que vários diretores e autores a utilizaram como tema para as cenas mais dramáticas de seus trabalhos e exatamente por esse dom, ou seria melhor dizer estigma de tocar tão profundamente quem a escuta, quando me deparei com uma história homônima relutei, em lê-la.
Acreditava ser impossível, encontrar em uma leitura sensações semelhantes às provocadas pela canção. Mas estava completamente enganada. Hallelujah, fanfiction escrita por Vick Weasley, questiona, aflige, intriga e mexe com as emoções tanto quanto a música de Cohen. É uma história escrita para gente grande, que supera qualquer rótulo.
Logo no resumo da história vem o primeiro de uma série de choques: “Hermione Granger é responsável por tratar da insanidade das mentes mais doentias do mundo bruxo. Como será entrar na mente daquele que destruiu tudo que ela tinha na vida?”… Ao longo de cada capítulo, a autora nos envolve com destreza e nos instiga a querer descobrir a verdade sobre um assassinato e seu suposto autor, ao mesmo tempo que nos convence a torcer por um romance improvável, errado desde o princípio e que a cada cena se torna mais certo.
A redação impecável revela um talento e uma maturidade incomuns para uma mente tão jovem. A sensibilidade da autora para misturar temas tão complexos e ao mesmo tempo tão reais, sem permitir que o texto se torne pesado ou sufocante, surpreende e faz da leitura puro prazer.
O que mais nos toca, além da maneira brilhante como a autora conta a história, é ver a realidade pura e simples incrustada em cada palavra: o homem com toda a sua imperfeição. É indescritível o que se sente ao ler o que o ser humano pode ser capaz de fazer tanto por vingança quanto por amor. Impossível não ser arrebatado e dragado para esse mundo paralelo. Hallelujah ultrapassa o comum e se torna, acima de tudo, uma lição de vida.
Confira!
HAUhauahu